Sucede-se aquele ritual: jantar, tomar banho, ler e me distrair com algo banal (nem sempre nessa ordem) o final é a cama. O teto do meu quarto transforma-se em qualquer lugar que minha imaginação me levar. Depois da dose noturna de utopia eu penso na vida e naquela realidade alfinetante que se acumula ao longo dos dias. O dia não precisa ser exatamente como descrevi para que no fim eu acabe com um monte de minhocas na cabeça. A chave do manual da sobrevivência chama-se: procurar-uma-maneira-de-consertar-os-problemas-diários. Um ajuste aqui, um remendo ali, e se precisar, um sorriso de plástico. Sobrevivência; sobre a vivência, sobre a convivência.
Então nós aguentamos, pois o bichinho da esperança sempre volta e nos faz procurar algo bonito. Aí eu durmo, a cidade dorme e cada cabeça é uma história.
08/12/2011 - 09:17pm - Friday
By: @mandynha_hp
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